CADERNOS VIANENSES Tomo 50 (2016)














Apresentação 


Já está disponível o Tomo 50 (2016) dos CADERNOS VIANENSES que faz um pouco a História desta prestigiada publicação camarária ao longo dos 38 anos de existência (1978-2016). Segundo o Sr. Presidente da Câmara e director da mesma publicação, José Maria Costa, os 50 tomos publicados “são exemplo da liberdade de expressão e da democracia. Só nesta assunção de liberdade é que publicações como estas se realizam e é também graças ao poder local eleito, que assinala neste mês os seus 40 anos, que este tipo de liberdade acontece. (…) Estas são, por isso, datas importantes. Os cinquenta tomos dos Cadernos Vianenses, elaborados entre 1978 e 2016 apresentam uma história refeita de novas ideias e novos factos, com capas e ilustrações que apenas a Liberdade permitiu e com estudos que fazem reflexões sobre a vida social, cultural e histórica do nosso concelho”.  

Para comemorar esta edição foi lançada conjuntamente com o referido Tomo uma “pen drive” com diversos índices (bibliográfico, autores, títulos, assuntos e iconográfico) que permitirá facilitar a consulta e o acesso aos conteúdos de todos os números até agora publicados. Trata-se de um trabalho técnico desenvolvido no âmbito da equipa da BMVC, liderada pelo seu director e coordenador dos Cadernos Vianenses, Rui A. Faria Viana, e que, a partir de agora, passa a ser possível consultar através da nossa página.
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Livro: Antecedentes medievais da diocese de Viana do Castelo | Já se encontra à venda.

Antecedentes Medievais da Diocese de Viana do Castelo



Autor
Manuel António Fernandes Moreira

Biografia: 
Manuel António Fernandes Moreira, historiador, sacerdote e Pároco das freguesias Vila Mou e S. Salvador da Torre, é natural da freguesia Nabais, Póvoa de Varzim. Residente, desde de 1968, na freguesia de Vila Mou, Viana do Castelo. Ordenando sacerdote católico em 1965 na Sé de Braga. Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Foi professor de História no ensino secundário e na Universidade Católica. É autor de numerosa bibliografia histórica, com várias obras de investigação sobre a região e sobre Viana do Castelo. Em 1999, a Câmara Municipal de Viana do Castelo agraciou-o com o título honorífico de "Cidadão de Mérito".



APRESENTAÇÃO

O Município de Viana do Castelo tem pautado o seu exercício pelo apoio à edição literária de autores vianenses e sobre Viana do Castelo. A publicação "Antecedentes Medievais da Diocese de Viana do Castelo" de Manuel Moreira é exemplo cabal da qualidade desta mesma produção literária municipal, estando nós perante uma obra de um dos profundos conhecedores da História de Viana do Castelo. Este historiador, sacerdote e pároco das freguesias de Vila Mou e de S. Salvador da Torre, licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, é autor de várias obras de investigação sobre a região e sobre Viana do Castelo, facto que muito tem contribuído para um melhor conhecimento da nossa história coletiva. Nas suas páginas, Manuel Moreira, também Ilustre Cidadão de Mérito de Viana do Castelo, faz uma visita pelos tempos idos da presença de bispos em Tui e Entre Minho e Lima, culminando a sua tese de investigação com a arte sacra do românico sagrado. Para os apreciadores deste género de trabalho e para os que prezam o trabalho e a obra deste grande historiador e querem conhecer a história do concelho, esta é, sem dúvida, uma obra a reter e a ler demoradamente.

O Presidente da Câmara José Maria Costa

NOTA DO AUTOR

«Desejaria que a minha exploração de passado não fossem viagens a um reino de sombras, nem mitificação de factos pretensamente privilegiados, mas revelação do que sempre de novo o traz até nós, do que sempre de novo nos impulsiona no presente, de que sempre de novo deveríamos transmitir a quem vier depois» (José Matoso)(1)

Foi no ano de 1999 que, depois de extenuante trabalho de investigação ocorrido nos arquivos do País, publiquei a obra oportuna e bem aceite intitulada «Raízes Históricas da Diocese de Viana do Castelo». Digo oportuna porque esta diocese havia sido criada ainda há poucos anos. Digo também desejada pela simples razão de que muito pouco havia sido publicado sobre o assunto até então. Felizmente que a procura excedeu a oferta. Praticamente a edição está esgotada(2). Entretanto, o entusiasmo inicial não esmoreceu. Pelo contrário. Apoiado por amigos e especialistas, lançámo-nos à investigação do período medieval, que faltava. Logo de início sentimos o peso das dificuldades e responsabilidade. Primeiramente sabíamos de antemão que não era essa a nossa especialização académica. Segundo porque, ao incidirmos o nosso estudo sobre a igreja de Entre-Minho-e-Lima, na Baixa Idade Média, estávamos a enveredar por caminhos e áreas estranhas, isto é, pertencentes à diocese de Tui. De facto, até ao ano de 1385, a referida região integrava a mesma circunscrição diocesana sob o título de «Diocese de Tui de Ultra Minium ou Diocese de Tui da Parte de Portugal». Sendo assim, esta publicação não passaria de um capítulo da «História da Diocese de Tui» e a responsabilidade do historiador acrescida. Longe de nós tal veleidade. O múnus de historiador exige empenho, verdade e humildade.
Iniciada a investigação, nos anos oitenta do século passado, de imediato chegámos à conclusão acerca da exiguidade e dispersão geográfica das fontes. Não admira. Tratava-se de uma região dividida entre administração civil, sob a jurisdição portuguesa, e administração eclesiástica a cargo da igreja de Tui. O dualismo de poder dava origem a tensões e confrontos a nível de mentalidades, politica, economia e sociedade. Este facto conduziu à destruição de testemunhos históricos, à ocultação da verdade e perversão dos agentes. As zonas de fronteira tornavam-se facilmente campo fértil de movimentos inesperados e rivalidades de toda a ordem. Não admira, pois, que os arquivos eclesiásticos de Tui ou de Braga, à excepção dos Livros de Confirmações de Valença, alguns Tombos de Mosteiros (Torre e Fiães) e um número insignificante de documentos avulsos, se revelem, a este respeito, pobres e de reduzido valor histórico. Nada comparável ao espólio medieval das suas congéneres de Braga, Compostela e Ourense, citando apenas as mais próximas. Este facto reflete-se nas próprias monografias históricas da diocese de Tui que pouco ou quase nada de estrutural e relevante dizem sobre o Alto-Minho (3).
Limitamos a nossa investigação e análise às instituições (mosteiros e paróquias) que desempenharam um papel significativo no povoamento e cristianização do período da Reconquista, mormente a sua resposta ao fenómeno demográfico e à concentração do poder na pessoa do rei, esmagando as imunidades eclesiásticas e favorecendo a expansão das honras e concelhos do povo. Em relação às pessoas, individualmente tomadas, elaborámos o rol dos bispos que usufruíram de jurisdição sobre o território em causa, até aos nossos dias, à excepção dos prelados bracarenses (1514-1977). Constituem a galeria dos "bispos de Viana" repartidos pelos três períodos: bispos de Tui de Entre-Minho-e-Lima; bispos da Administração Eclesiástica de Valença; e bispos da Diocese de Viana do Castelo. O último bispo de Tui no Alto-Minho, D. João de Castro, bem como o nome dos clérigos por ele nomeados para este território merecem um tratamento pormenorizado. Finalmente, abordaremos o tema sempre do agrado do historiador — o Românico do Alto-Minho. Termino com a invocação da imagem conceptual que utilizei no início: «desejaria que a minha exploração do passado não fossem viagens a um reino de sombras...mas revelação do que sempre de novo existe no passado», isto é, esquecer o velho e inútil, sacudir o pó do tempo ao que ainda hoje é válido e verdadeiro. «Revelatio veritatis».

Viana do Castelo, 14 / 9 /2014 

(1) José Matoso, Naquele Tempo, Lisboa, 2009, p.8.
(2) São quatro as obras básicas e exclusivas, até hoje publicadas, acerca dos antecedentes históricos da Diocese de Viana: A. de Jesus Costa, Comarca Eclesiástica de Valença do Minho, P. do Lima, 1981 (240 pp.); José Marques, O Censual do Cabido de Tui para o Arcediagado da Terra da Vinha — 1321, in Bracara Augusta, vol. XXXIV, Braga, 1980 (39 pp.); Teresa de Jesus Rodrigues, O Entre Minho e Lima de 1381 a 1514, Viana do Castelo, 2002 (294pp.); Manuel António Fernandes Moreira, Raízes Históricas da Diocese de Viana do Castelo, Viana do castelo, 1990 (551pp.).
(3) ADB, Registo Geral, L. de Confirmações de Tui, n.° 314; Idem, L. de Confirmações de Valença, n.° 313 (1353-1512), em 6 sub-livros; sendo os 4 primeiros da autoria do escrivão Vasco Martins, abade de S. Pedro de Rubiães, entre 1441 e 1488, por ordem dos Administradores Apostólicos, a começar por D. João A° Ferraz (1441-1468), e a seguir D. João Afonso Manuel Ferraz (1464-1477) e D. Frei Justo Baldino (1478-1493). Aquando da nacionalização dos arquivos eclesiásticos em Portugal (1911). Estes dois livros e mais outros três (n.° 315, 316 e 318) escaparam à recolha feita pelos oficiais, ficando à guarda clandestina dos vigários gerais de Valença. O último, de nome Pe. António José de Oliveira, mandou entregá-los ao Arquivo Distrital de Braga, após a sua morte.


CAPÍTULOS

I A PRESENÇA DOS BISPOS DE TUI EM ENTRE-MINHO-E-LIMA (1065-1385)
1.1 RECONQUISTA CRISTÃ E O POVOAMENTO DA REGIÃO ALTO-MINHOTA
1.2 AS ESTRUTURAS PASTORAIS DA DIOCESE DE TUI NO ALÉM MINHO
1.3 CATÁLOGO DOS BISPOS E ADMINISTRADORES APOSTÓLICOS DO ALTO- MINHO
1.4 A RUPTURA DE 1385

II DAS IGREJAS PRÓPRIAS ÀS PARÓQUIAS GREGORIANAS EM ENTRE-MINHO-E-LIMA
2.1 PARÓQUIAS PRÓPRIAS E ROMANAS
2.2 AS PARÓQUIAS EM ADAPTAÇÃO CONJUNTURAL (SÉC. XII E XIII)
2.3 OS BENEFÍCIOS PAROQUIAIS
2.4 PROCESSO DE CONFIRMAÇÃO DOS TITULARES PAROQUIAIS
2.5 OS SANTOS PADROEIROS DE ENTRE-MINHO-E-LIMA

III OS MOSTEIROS DA RIBEIRA LIMA ACÇÃO CULTURAL E PASTORAL
3.1 0 MOSTEIRO DE SÃO SALVADOR DA TORRE E O REPOVOAMENTO DE ENTRE-MINHO-E-LIMA
3.1.1. A RIQUEZA EPIGRÁFICA DA IGREJA MONACAL DE SÃO SALVADOR DA TORRE
3.1.2. ALGUNS PERGAMINHOS DO MOSTEIRO DE SÃO SALVADOR DA TORRE
3.2 O MOSTEIRO DE SÃO CRISTÓVÃO DE LABRUJA (P. DE LIMA)
3.2.1. 0 MOSTEIRO DE LABRUJA E AS INVASÕES NORMANDAS
3.3 O MOSTEIRO DE ÁZERE E A CRIAÇÃO DO PRESTOMADO DE VALE DE VICE
3.4 OS MOSTEIROS DO ALTO-MINHO E A FUNDAÇÃO DE PORTUGAL - 1128

IV O SENHORIALISMO ECLESIÁSTICO EM ENTRE-MINHO-E-LIMA (SÉCS. XII- XIV)
4.1 O ESTADO DO SENHORIALISMO NO ALTO-MINHO - 1258
4.1.1. OS COUTOS NO ALTO-MINHO
4.1.2. AS HONRAS AUTO-MINHOTAS
4.2 CRISE SENHORIAL DE TREZENTOS E QUATROCENTOS
4.2.1. POLÍTICAS DE CONTENÇÃO DO SENHORIALISMO
4.2.2.0 CHAMAMENTO GERAL

V O ROMÂNICO SAGRADO NO ALTO-MINHO
5.1 DA MATÉRIA SAGRADA AO TEMPLO CONSAGRADO
5.2 A BELEZA E O TEMPLO
5.3 A ARTE SACRA E OS SÍMBOLOS
5.4 AS IGREJAS ROMÂNICAS NO TEMPO E NO ESPAÇO


CADERNOS VIANENSES Tomo 49 (2015)

Apresentação - por José Maria costa


Os  Cadernos Vianenses são já uma referência cultural incontornável do Município de Viana do Castelo. Esta edição reúne um conjunto significativo de textos de diversos especialistas mas versa também diversos aspetos da sociedade vianense. Gostaria de efetuar, no entanto, uma especial referência ao envolvimento da autarquia pelo fato de ter estado diretamente envolvida na organização do 500º aniversário do nascimento de Frei Bartolomeu dos Mártires.
Nestes “Cadernos Vianenses”, voltamos a abordar a vida e obra desta figura da História da Igreja e intimamente ligada à História de Viana do Castelo. Falar de Frei Bartolomeu dos Mártires é falar de uma figura que marcou de forma indelével a Igreja Católica e que marca, ainda hoje, as gentes de Viana do Castelo. O seu espírito e a sua doutrina marcaram o século XVI e a sua vida simples e regrada, de dádiva e entrega é, ainda hoje, um exemplo para as novas gerações.
E se já tivemos oportunidade de reproduzir os melhores textos publicados nos “Cadernos Vianenses” ou em outras edições camarárias diversas, quer em trabalhos de grandes autores e estudiosos, numa edição comemorativa, ficam agora novas adendas aos cinco centenários do Beato.
Os estudos, as figuras e a continuação de textos marcam ainda esta grande edição, que deixa para memória futura de Viana do Castelo, os vianenses e a sua história.

Viana do Castelo, Dezembro de 2015

SUMÁRIO

Apresentação – por José Maria costa – p. 009

NO V CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DO BEATO BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES
  • Beato Bartolomeu dos Mártires: estímulo para uma acção social e cultural – por SEBASTIÃO PIRES FERREIRA – p. 015
  • Itinerários entre Portugal e Itália: a viagem de Dom Frei Bartolomeu dos Mártires – por ANTÓNIO MATOS REIS – p. 039
  • Frei Bartolomeu dos Mártires em dois romances de Camilo – por DAVID F. RODRIGUES – p. 079


ESTUDOS VÁRIOS
  • Os coutos medievais do Baixo-Lima – por MANUEL ANTÓNIO FERNANDES MOREIRA – p. 095
  • Viana e o mar: uma família de vianenses – por CARLOS ALBERTO DA ENCARNAÇÃO GOMES – p.121
  • História da indústria em Viana do Castelo no século de oitocentos – por HENRIQUE RODRIGUES – p. 135
  • Os bairros do modernismo urbano no planeamento urbanístico e na organização dos equipamentos sociais da cidade de Viana do Castelo (1911-1974) – por JOSÉ DA CRUZ LOPES, MANUEL RIVAS GULÍAS, RUI J. BRANCO CAVALEIRO – p. 183
  • Da cultura popular vianense na década de 30/40 do século XX: os cortejos etnográficos – por MARIA ISABEL DA CUNHA TEIXEIRA – p. 209
  • Notas sobre o teatro em Areosa – por GONÇALO FAGUNDES MEIRA – p. 225
  • O Calcolítico e a Idade do Bronze na Bacia do Rio Neiva, NW de Portugal: uma breve síntese – por MARISA CARDOSO MAGALHÃES – p. 239
  • O cemitério na Igreja de S. Sebastião de Darque: um contributo para o seu estudo – por FERNANDO A. RICARDO DA SILVA – p. 255
  • Intervenção arqueológica no âmbito do projeto de reabilitação da Igreja de Santo António – por JORGE MACHADO, MIGUEL COSTA, TIAGO Almeida – p. 295
  • Igreja de Santo António: história do processo de estabilização estrutural – por PATRÍCIO ROCHA – p. 319


FIGURAS E MEMÓRIAS
  • O General Pimenta de Castro: um militar republicano da Primeira República e da Primeira Guerra Mundial – por ANTÓNIO PIMENTA DE CASTRO – p. 331


CONTINUADOS
  • Talha religiosa de Viana do Castelo: panorama estético II – por FRANCISCO JOSÉ CARNEIRO FERNANDES – p. 355
  • Arrolamento dos bens das igrejas – por ANTÓNIO MARANHÃO PEIXOTO – p. 373

Já foram publicadas as actas das "Jornadas Bartolomeanas - Nos 500 anos do Nascimento do Beato Bartolomeu dos Mártires"



No âmbito das comemorações dos 500 anos 
do nascimento de D. Frei Bartolomeu dos Mártires, 
que tiveram início em 3 de maio de 2014, 
foi apresentada em sessão pública, 
no dia  a 2 de maio,
pelas 11H00, na Biblioteca Municipal, 
as actas das "Jornadas Bartolomeanas : Nos 500 Anos do nascimento do Beato Bartolomeu dos Mártires"
as quais se encontram à venda 
na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo.





SUMÁRIO

JORNADAS BARTOLOMEANAS

Esta publicação reúne as comunicações apresentadas nas Jornadas Bartolomeanas que tiveram lugar no auditório do Instituto Católico de Viana do Castelo, nos dias 7 e 8 de Novembro de 2014, para assinalar os 500 anos do nascimento do Beato Bartolomeu dos Mártires (1514-2014), o santo arcebispo de Braga que escolheu a cidade de Viana para aqui construir o Convento de Santa Cruz (S. Domingos) e aí passar o resto da sua vida.
Promovidas pela Câmara Municipal e pela Diocese de Viana do Castelo, as Jornadas Bartolomeanas integraram um programa mais vasto de realizações comemorativas, prolongando-se por um Ano Jubilar (de 3 de Maio de 2014 a 18 de Junho de 2015), com o objectivo de divulgar a vida e obra de Dom Frei Bartolomeu dos Mártires, promover a devoção e a causa da sua canonização.
A publicação destes trabalhos realizados no âmbito das Jornadas Bartolomeanas surge, sobretudo, como incentivo ao conhecimento de Frei Bartolomeu divulgando textos que, pela investigação e estudo da acção do insigne Prelado, nos permitem conhecer melhor o pensamento e a obra deste grande homem de fé que marcou de forma indelével as gentes de Viana do Castelo.

O Coordenador 
Rui A. Faria Viana



APRESENTAÇÃO

Frei Bartolomeu dos Mártires, figura proeminente e marcante da Igreja Católica, ainda hoje é evocado pelas suas graças, ação pastoral, com grandes preocupações com a formação dos cristãos e com as questões sociais. Foi um pregador, um teólogo e um pastor exemplar, e passou uma grande parte da sua vida em visitas pastorais, sem esquecer os pobres e os mais desfavorecidos do seu tempo.
Não podemos esquecer a importância da sua voz no Concílio de Trento, defendendo uma corrente reformista que favorecia práticas ascéticas e um maior encontro da Igreja com a sua missão divina.
As gentes de Viana do Castelo não esquecem este Bispo ímpar, a sua vida, a sua a ação junto das pessoas, a sua dedicação que o tornaram Santo e que, agora, pedem também a sua canonização.
A cidade e o concelho de Viana do Castelo têm um enorme reconhecimento e devoção pelo Frei Bartolomeu dos Mártires, invocando-o nas horas de maior aflição e reconhecendo a sua intervenção para as situações de angústia e de inquietação.
O Município de Viana do Castelo partilha, estou certo, deste sentimento e não esquece a importância do Frei Bartolomeu, o seu percurso de vida cristã e de humanista, pensando que o ano em que se comemoram os 500 anos do seu nascimento, poderia ser, também, o ano da sua canonização.

O Presidente da Câmara Municipal 
José Maria Costa



AGRADECIMENTO

Um dos pontos altos no programa comemorativo dos 500 anos do nascimento do Beato Bartolomeu dos Mártires, na Diocese de Viana do Castelo, foram, sem dúvida, as Jornadas Bartolomeanas, cujas actas saem agora a público.
Antes de mais, pelo leque de temas abordados que tocam aspectos incontornáveis da sua pessoa, vida e obra: o biógrafo que com ele conviveu e a biografia que escreveu; a interpretação da sua atormentada relação com o poder temporal; o seu legado como teólogo da Igreja; a incansável presença junto dos seus diocesanos; a espiritualidade que o estimulava como pastor; o retratista que lhe fixou o rosto.
Estou por isso profundamente grato a todos os que contribuíram para estas Jornadas: às pessoas que as programaram e promoveram; ao Instituto Católico de Viana do Castelo que as acolheu; à Câmara Municipal de Viana do Castelo que as financiou; aos conferencistas cuja competência científica ficou comprovada pelo modo como investigaram e expuseram os temas que lhes foram propostos.
Mas agradeço sobretudo àquele que, deste modo, nos é apresentado como modelo de pastor e a quem, ainda em vida, os Vianenses se habituaram a chamar o "Arcebispo Santo" — na esperança de que tal reconhecimento se oficialize em toda a Igreja.


O Bispo de Viana do Castelo 
Anacleto Oliveira


[Intervenções publicadas]

Frei Luís de Granada, mentor e biógrafo de D. Frei Bartolomeu dos Mártires - vida do Arcebispo
de António Matos Reis

A controvérsia sobre o patriotismo de Bartolomeu dos Mártires
de Artur Anselmo

Frei Bartolomeu dos Mártires: doutor e mestre em Santa Teologia
de Jorge Alves Barbosa

Aspectos sócio-religiosos das visitações bartolomeanas pessoais no distrito de Viana do Castelo (1559-1582)
de Franquelim Neiva Soares

Estímulo de Pastores: a compreensão do múnus episcopal
de David Sampaio Barbosa

António Maciel: notável pintor-retratista vianense de D. Frei Bartolomeu dos Mártires e Ordem de Malta
de Manuel António Fernandes Moreira





CADERNOS VIANENSES Tomo 48 (2014)

Apresentação - por José Maria costa


"Os Cadernos Vianenses, editados pela Câmara Municipal de Via-na do Castelo, desde 1987, são o repositório das várias abordagens de problemas e de assuntos com interesse transversal para Viana do Castelo nas temáticas da cultura, da etnografia, do património quer natural quer construído.
A promoção da cultura vianense assume-se, assim, com o objetivo primordial desta edição, que continua a fazer história no panorama editorial de Viana do Castelo, permitindo um conhecimento de inúmeros aspetos de interesse científico e histórico.
Esta edição explora as questões relacionadas com o património natural e com o património construído, terminado com um capítulo com as comunicações proferidas no seminário "Território e Cidades do Norte Atlântico Ibérico", no qual as questões da regeneração urbana, do ordenamento e o pensar o território como desafios do século XXI, foram o tema dominante.
Todos estamos conscientes que a viabilidade e reabilitação dos territórios, como foi expresso nas diversas comunicações apresentadas dependem do seu potencial de gerar valor e emprego, através da capacidade de atrair e fixar novas atividades económicas e atrair novos habitantes.
Não posso, também, deixar de suscitar a atenção para os artigos deste Tomo que abordam Viana e o Mar, a Talha Religiosa, o Templo de Santa Luzia, os Espaços ajardinados da cidade, a Orla Costeira e também um estudo sobre a viagem de Viana do Castelo ao Porto, passando por Esposende, pelas diferentes estradas, pontes e mesmo utilizando o barco, artigos que proporcionam abordagens muito interessantes sobre o nosso património.
Por último, agradeço a todos os que colaboraram nesta valiosa edição dos nossos Cadernos Vianenses, enriquecendo o seu conteúdo e contribuindo par um melhor conhecimento da nossa comunidade do seu passado e dos seus desafios para o futuro."

SUMÁRIO


ESTUDOS VÁRIOS 
  • Viana e o mar – por CARLOS ALBERTO DA ENCARNAÇÃO GOMES – p. 15
  • Talha religiosa de Viana do Castelo: panorama estático – por FRANCISCO JOSÉ CARNEIRO FERNANDES – p. 41
  • Breve simbologia do Templo-Monumento de Santa Luzia – por ANA MARQUES – p. 63
  • De Viana ao Porto por Esposende até ao século XX: estradas, barcas e pontes – por RAUL DE AZEVEDO SALEIRO – p. 83
  • Espaços ajardinados da cidade de Viana do Castelo: contributos para a sua divulgação e importância para a fruição pública – por JOSÉ DA CRUZ LOPES – p. 133
  • Primórdios do ordenamento e planeamento na orla costeira minhota – por HORÁCIO FARIA – p. 173
  • Casa dos Nichos: a utilização da ilustração no seu discurso museológico – por HUGO GOMES LOPES – p. 193
FIGURAS E MEMÓRIAS 
  • António Alfredo Simões Viana (1922): da medicina tropical a um olhar psiquiátrico sob a criança no século XX – por PORFÍRIO PEREIRA DA SILVA – p. 211
  • A citânia de Santa Luzia e o seu espaço envolvente – por JORGE CORREIA – p. 223
TERRITÓRIO E CIDADES DO NORTE ATLÂNTICO IBÉRICO 
  • A urbanidade no litoral das rías atlánticas – por HENRIQUE SEOANE PRADO – p. 249
  • Estratégia Alto Minho 2020: recomendações para uma visão de mudança – por VÂNIA ROSA – p. 263
  • Linha do Minho: uma reflexão sobre o servilo de transporte e interdependências com o território – por PAULO SILVESTRE – p. 281
  • A reabilitação e reinvenção dos espaços públicos. As praças como veículos de regeneração urbana – por MANUEL C. TEIXEIRA – p. 289
  • A configuração de Viana do Castelo: uma perspectiva metodológica - por DAVID LEITE VIANA – p. 305
CONTINUADOS 
  • Arrolamento dos bens das igrejas – por ANTÓNIO MARANHÃO PEIXOTO – p. 315



Livro: Caminhos e Diálogos da Antropologia Portuguesa : Homenagem a Benjamim Pereira

Encontra-se à venda


Caminhos e Diálogos da Antropologia Portuguesa : Homenagem a Benjamim Pereira






Ed. Câmara Municipal de Viana do Castelo

Organização e Coordenação Científica
Clara Saraiva, Jean-Yves Durand e João Alpuim Botelho

Coordenação Editorial e Revisão
Cláudia Jorge Freire

Design
Henrique Cayatte

Edição
Câmara Municipal de Viana do Castelo

Imagens
Capa e Contracapa
Barca de passagem no Guadiana transportando o Citröen Dois Cavalos de Benjamim Pereira. Ameixial, Moura.
Fotografia de Jorge Dias 1 Ficha manuscrita.
[Centro de Estudos de Etnologia / Arquivo do Museu Nacional de Etnologia]

Badana
Museu de Etnologia. Rua Jau.
Agradecemos a todos os que das mais variadas formas contribuíram para a concretização desta edição de homenagem a Benjamim Pereira.


Contém DVD com o seguite conteúdo:
Benjamim Pereira, imagens de um percurso - [diaporama]
Ana Margarida Campos, Cláudia Freire e Jorge Murteira, 2010

Benjamim Pereira, fragmentos de entrevista
Projecto Património científico: colecções e memórias, Instituto de Investigação Cientifica Tropical, 2010
Cláudia Castelo (coordenação); Rogério Abreu (imagem e edição); Laura Domingues (edição)

Para o Benjamim
Catarina Alves Costa e Catarina Mourão, 2010

Para se descrever tem que se saber fazer
Ana Margarida Campos e Cláudia Freire, 2014

Le trilho revisité
Thomas Schippers, 2004

Valsa Mandada
Melides, Grândola,2010.
Dança ilustrada por um par acompanhado por um acordeão.
Tocador: Fernando Augusto
Dançadores: Maria Pereira e Eusébio José Pereira (mandador)
Gravação realizada no Centro de Dia de Melides, Concelho de Grândola a 28 de Setembro de 2010, no âmbito do projecto Arquivo das Danças do Alentejo.
Domingos Morais e Lia Marchi (coordenação)

Rancho "Ninho de uma Aldeia"
S. Bartolomeu da Serra, Santiago do Cacém (2012).
Actuação do Rancho "Ninho de uma Aldeia", de São Bartolomeu da Serra, na Feira do Monte, em Santiago do Cacém a 1 de Setembro de 2012 no âmbito do projecto Arquivo das Danças do Alentejo.
João Ferreira e Joana Morais (realização)
Domingos Morais (direcção de projecto)

Cerimónia de homenagem a Benjamim Pereira na Casa do Alentejo
Jorge Murteira, 2010



Sessão de Apresentação do Livro


O percurso de Benjamim Enes Pereira, nascido a 25 de Dezembro de 1928 em Montedor, Carreço, Viana do Castelo, encontra-se intimamente ligado à afirmação da Antropologia em Portugal, quer nos seus planos de autonomização, quer na diversificação da disciplina.
Tendo integrado em 1959, a convite de António Jorge Dias, o Centro de Estudos de Etnologia, passou a fazer parte do grupo de excelência que, a partir dos finais da década de 50, marcou decisivamente a Etnografia Portuguesa e a Antropologia no país. O trabalho desenvolvido por Benjamim Pereira destaca-se pela importância dos estudos relativos à cultura material e, através destes, pelo profundo conhecimento sobre a sociedade portuguesa, que ajudou a cartografar de modo sistemático, revelando constantes estruturais, especificidades regionais e locais e modos de adaptação decorrentes do fim de um "tempo longo". Aliado ao interesse pela cultura material, a sua acção na esfera da actividade museológica revelou-se desde o seu contributo para a implementação do Museu de Etnologia e da constituição das colecções relativas ao universo português, mas também, a partir da década de 80, pela sua implicação em projectos expositivos e em projectos de qualificação de museus de âmbito local e regional.




O Colóquio que teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian em Abril de 2010, e cujos textos se editam neste volume, mostrou publicamente o quanto a academia e a sociedade portuguesa em geral devem a Benjamim Pereira.






Encontra-se à venda: D. FREI BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES: COLECTÂNEA DE TEXTOS



















Sessão de apresentação:






D. FREI BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES: COLECTÂNEA DE TEXTOS
















SUMÁRIO
Luís de Figueiredo da Guerra
O Arcebispo Santo D. Frei Bartholomeu dos Martyres
Convento de S. Domingos
Obras de D. Fr. Bartholomeu dos Martyres

José Marques
Frei Bartolomeu dos Mártires: vida e obra

João Francisco Marques
O prelado, o povo e a conjuntura: solidariedade social e solicitude de D. Frei Bartolomeu dos Mártires

António Matos Reis
Itinerário de Braga a Roma seguido por D. Frei Bartolomeu dos Mártires

Manuel António Fernandes Moreira
O beato Bartolomeu dos Mártires e o Mosteiro de São Salvador da Torre

Felipe Fernandes
D. Frei Bartolomeu dos Mártires em Viana
Breves apontamentos biográficos de D. Frei Bartolomeu dos Mártires

Pe. Armando de Jesus Esteves Rodrigues
Convento de Santa Cruz (S. Domingos) de Viana do Castelo

José Luís Afonso Branco
Frei Bartolomeu dos Mártires
Comemoração do IV centenário da morte de D. Frei Bartolomeu dos Mártires
O epitáfio de Frei Bartolomeu dos Mártires
O retrato de Frei. Bartolomeu dos Mártires
Viana e o IV centenário da morte de D. Frei Bartolomeu dos Mártires
Frei Bartolomeu dos Mártires – processo de canonização
D. Frei Bartolomeu dos Mártires e a reforma dos cardeais
O busto de D. Frei Bartolomeu dos Mártires

Ana Rita Batista Raposo
A arca da fé: estudo, diagnóstico e tratamento de um altar portátil

Jorge Alves Barbosa
A música na acção pastoral de Dom Frei Bartolomeu dos Mártires

Alberto A. Abreu
A imagem do beato Bartolomeu dos Mártires

Rui A. Faria Viana
“A Vida de Dom Frei Bartolomeu dos Mártires” – uma raridade bibliográfica impressa em Viana no séc. XVII

Miguel dos Santos
A beatificação de D. Frei Bartolomeu dos Mártires e os Dominicanos

D. José Augusto Pedreira
Bartolomeu dos Mártires, bispo de todos os tempos

D. Jorge Ortiga
Fr. Bartolomeu dos Mártires: memória e profecia

D. Manuel Clemente
O martírio de Frei Bartolomeu

António Manuel Couto Viana
Prece da Ribeira a Frei Bartolomeu



Para mais informações (preço, encomenda)